TST diz que greve nos Correios é abusiva,e empresa exige volta ao trabalho
TST diz que greve nos Correios é abusiva,e empresa exige volta ao trabalho Em nota, os Correios afirmaram que "diante da decisão, os empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente". Com isso, deixa de valer uma liminar concedida na terça-feira (26) que determinava a manutenção de 80% das atividades dos Correios. A greve é realizada por parte dos sindicatos desde a semana passada. Atividade de impacto na vida da população Portanto, segundo ele, "cabe ao empregador adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que para tais trabalhadores não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho". Sindicatos contestam decisão
"A própria direção da empresa, por meio de nota, cancelou as negociações devido à deflagração da greve. Logo, a decisão dos empregados não é fato impeditivo para a continuidade do processo de negociação, conforme informado à direção dos Correios, anteriormente", afirmou a Fentect, em nota. A entidade disse, ainda, que "está estudando as medidas judiciais cabíveis". Greve atinge todos os Estados Na terça-feira (26), sindicatos dos Correios do Rio de Janeiro, da região metropolitana de São Paulo, do Tocantins e do Maranhão também decidiram entrar em greve. Com isso, a paralisação passou a atingir todos os 26 Estados do país, mais o Distrito Federal. Os sindicatos que representam os trabalhadores dessas regiões são ligados à Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios). Apenas a região de Bauru (SP), cujo sindicato é ligado à Findect, não aceitou a paralisação. Entidades querem reajuste e são contra privatização Por isso, ela decidiu orientar pela greve na semana passada, antes do final das negociações. A Findect, por outro lado, manteve negociações até o início desta semana, por isso entrou em greve depois. Ela afirma que a proposta apresentada pelos Correios prevê reajuste salarial de 3% só em janeiro do ano que vem, ponto "que impossibilita o fechamento de um acordo", segundo a entidade. Os sindicatos querem que o reajuste seja retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto. As federações também são contra a privatização dos Correios. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que uma oferta inicial de ações na Bolsa pode ser uma boa alternativa para os Correios, como um passo anterior à privatização total. (Fonte: UOL) |
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