Julho marca ofensiva da CONTEC por direitos, valorização e ganho real
Cinco rodadas colocaram toda a pauta dos bancários em discussão, mas Fenaban ainda não apresentou propostas (Por Paulo Mel)o A CONTEC intensificou, durante o mês de julho, a cobrança por avanços na Campanha Salarial 2026 dos bancários. Em cinco rodadas de negociação com a Fenaban, a Confederação colocou toda a pauta da categoria em discussão e defendeu medidas de proteção ao emprego, melhoria das condições de trabalho, manutenção dos direitos e valorização salarial.
A primeira rodada, em 2 de julho, abriu o debate sobre emprego e os impactos das transformações no sistema financeiro. A Confederação manifestou preocupação com o fechamento de agências, a redução dos postos de trabalho, a terceirização e o avanço da digitalização sem garantias aos empregados. No dia 7, cerca de 35 itens foram analisados. As discussões envolveram jornada, teletrabalho, trabalho híbrido, direito à desconexão, condições de trabalho e segurança bancária. Apesar do aprofundamento dos temas, a Fenaban não apresentou propostas concretas.
A terceira rodada, em 16 de julho, concentrou o debate na saúde dos trabalhadores. Entraram na pauta saúde mental, assistência médica, previdência complementar, benefícios, afastamentos, igualdade de oportunidades, diversidade, inclusão e direitos das pessoas com deficiência. Os bancos mantiveram resistência a reivindicações consideradas prioritárias pela categoria. Já em 21 de julho, a CONTEC ampliou a cobrança ao tratar da proteção às mulheres, do combate ao assédio moral e sexual, da formação profissional, das certificações e dos direitos sindicais. A reunião também discutiu inteligência artificial, transformação digital e os impactos das novas tecnologias sobre o emprego bancário. Mais uma vez, a Fenaban adiou respostas efetivas.
A mobilização ganhou força no dia 28, quando sindicatos, federações, bancários e bancárias realizaram atividades em diferentes regiões do país. Os atos reforçaram a cobrança por valorização, respeito aos direitos e propostas concretas na mesa de negociação. A última rodada do mês, em 30 de julho, foi dedicada às reivindicações econômicas. A entidade sindical cobrou reajuste salarial com ganho real, valorização dos pisos, aumento dos vales alimentação e refeição e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com uma parcela maior dos resultados destinada aos empregados. Mesmo após cinco reuniões e a análise de toda a pauta, a Fenaban encerrou julho sem apresentar uma proposta econômica à categoria.
Com os principais temas debatidos, a Campanha Salarial entra em agosto em uma nova etapa. A expectativa é de que os bancos deixem as respostas genéricas de lado e apresentem propostas que atendam às reivindicações dos trabalhadores. As próximas rodadas estão marcadas para os dias 4, 13, 18 e 25 de agosto, no Hotel Laghetto Stilo São Paulo, no bairro Paraíso, na capital paulista. (Fonte: Contec)
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