O drama das filas internas e externas nas agências bancárias e lotéricas em Cianorte
O drama das filas internas e externas nas agências bancárias e lotéricas em Cianorte Beira a desumanidade a maneira pela qual o bilionário sistema bancário brasileiro trata seus clientes. Os bancos parecem ignorar a legislação em vigor. Internamente, cada vez mais, vai escasseando funcionários e com isto as filas internas se avolumam. E nisto resulta em outro problema. Para assegurar atendimento mais rápido dentro da agência pegando as primeiras senhas, mais gente chega mais cedo formando filas de dobrar quarteirão. Exposta ao sol – nesta época, escaldante, chuva e a outras condições climáticas adversas. A mesma situação se repete nas lotéricas, correspondentes bancários imediatos. Na sessão de segunda-feira, a vereadora Santina Buzo manifestou preocupação com isto e chegou a propor que as agências bancárias ao menos ofereça água para as pessoas que ficam expostas ao sol neste veranico. Para ela, a situação chega a ser de questão de saúde pública. E de fato o é. Nessas filas estão gestantes e idosos, muitas vezes obrigados a ficar mais de uma hora em pé. E no caso de um mal estar? O Jornal de Cianorte foi conversar com o presidente do Sindicato dos Bancários de Cianorte e Região, Antonio Henrique Sobrinho (no destaque, na foto). Ele disse que o primeiro foco da entidade é lutar pelos direitos e preservar os bancários. “Mas também nos preocupamos com os clientes”, ressaltou, acrescentando: “Já fizemos inúmeros pedidos aos bancos, sem sucesso, visto que nessas filas de espera ao ar livre estão idosos, pessoas com deficiências, gestantes e mães com crianças no colo”. Henrique diz que cada vez o atendimento dentro dos bancos tem sido mais lento. Isto decorre, segundo ele, porque os bancos tem lançado mão do chamado PDV (Plano de Demissão Voluntária) pelo qual os bancários antecipam a aposentadoria usufruindo de algumas vantagens. “Com esses planos malucos, funcionários não são repostos e dos que ficam são cobradas metas abusivas, fazendo com que o atendimento seja mais e mais demorado ao público. Isto por que o funcionário gasta mais tempo com o cliente, oferecendo os produtos do banco”, explica. Como se vê, o problema das filas só tende a aumentar na medida em que os bancos investem em tecnologia, reduzem seu quadro pessoal e deixam de lado a agilidade para atender o público que ainda depende do atendimento no balcão. (Fonte: Jornal de Cianorte) |
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