A Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú/CONTEC realizou, nesta quinta-feira (12), reunião virtual para discutir temas relevantes para os trabalhadores do banco. Entre os principais pontos da pauta estiveram a renovação do Acordo da Comissão de Conciliação Prévia (CCP), o fechamento de agências, demissões, reajuste do plano de saúde, segurança nas unidades do Espaço Itaú de Negócios, além de questões relacionadas à sindicalização de trabalhadores em plataformas e ao registro de jornada por geolocalização.
A reunião contou com a participação de dirigentes sindicais de diversas bases do país e representantes do banco responsáveis pelas áreas de relações sindicais e gestão de pessoas. O encontro foi coordenado pelo Coordenador da COE Itaú/CONTEC, Eduardo Israel, e teve abertura do presidente da CONTEC, Dr. Lourenço Ferreira do Prado, que destacou a importância do diálogo permanente entre o movimento sindical e o banco, especialmente diante dos desafios relacionados à reorganização das estruturas de atendimento, à preservação dos empregos e à defesa das condições de trabalho da categoria bancária.
Estavam presentes representando esta Federação e seus sindicatos filiados, o Presidente do Sindicato dos Bancários e Maringá Claudecir De Oliveira Souza (Kal), Laerson Vidal Matias Vice Presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Osmar Javorski diretor do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa.
Renovação do acordo da Comissão de Conciliação Prévia
Um dos principais temas da reunião foi a renovação do acordo da Comissão de Conciliação Prévia (CCP), cujo ACT tem vencimento previsto para abril.
O banco destacou os resultados obtidos com o modelo atual, implementado em 2024, que unificou o acordo em âmbito da CONTEC e alterou o modelo de cálculo da taxa administrativa paga aos sindicatos.
Segundo dados apresentados, houve crescimento significativo nos indicadores da CCP:
- aumento de 39% no volume médio de processos recebidos;
- crescimento de 50% no número de acordos conciliados;
- taxa média de conversão de 86%, cinco pontos percentuais acima do registrado anteriormente.
O banco apresentou proposta de reajuste de 4,30% na taxa administrativa, com base no INPC acumulado do período, elevando o valor para R$ 1.913,50 por processo.
A COE Itaú/CONTEC apresentou sugestões para aprimorar o acordo, entre elas:
- inversão do fluxo administrativo de pagamento da taxa aos sindicatos;
- inclusão da manutenção da taxa de crédito imobiliário para trabalhadores desligados que firmarem acordo na CCP;
- ampliação do escopo de negociação em determinados casos.
Fechamento de agências e realocação de funcionários
Outro tema central foi o processo de transformação do modelo de atendimento do banco, que tem provocado o fechamento de agências físicas.
Segundo informações do banco, em 2025 foram encerradas 88 agências nas bases atendidas pela CONTEC. Deste total:
- 75% dos trabalhadores foram realocados;
- cerca de 10% pediram desligamento voluntário;
- aproximadamente 15% não puderam ser realocados e foram desligados.
Os dirigentes sindicais reforçaram a preocupação com os impactos sociais da redução de agências e cobraram prioridade na realocação dos trabalhadores.
Novos modelos de atendimento
Durante a reunião, o banco apresentou dados sobre a expansão de novos formatos de atendimento, como:
- agências digitais;
- plataformas de empresas;
- escritórios especializados, como o modelo ÍON;
- postos de atendimento voltados ao agronegócio.
Dados apresentados indicam que atualmente 97% das transações são realizadas por canais digitais.
Reajuste do plano de saúde
Outro tema debatido foi o reajuste anual do plano de saúde dos empregados.
De acordo com os cálculos atuariais apresentados, o índice recomendado seria de 11,5%, considerando inflação médica e utilização do plano. No entanto, o banco informou que adotou índices menores:
- 9,80% para o plano Itaú Saúde
- 10,37% para o plano Unimed
Dirigentes sindicais manifestaram preocupação com o impacto do reajuste no orçamento dos trabalhadores e destacaram a necessidade de acompanhamento permanente da evolução dos custos.
Segurança nas unidades do Espaço Itaú de Negócios
A COE Itaú/CONTEC voltou a manifestar preocupação com a segurança nas unidades denominadas Espaço Itaú de Negócios, que operam sem vigilante armado.
O banco informou que mantém outros mecanismos de segurança, como:
- monitoramento eletrônico 24 horas;
- sistemas de alarme;
- protocolos operacionais de segurança;
- profissionais treinados para atendimento e gerenciamento de conflitos.
Sindicalização de trabalhadores em plataformas
Outro ponto discutido foi a situação de empregados que trabalham em plataformas digitais ou unidades descentralizadas, mas permanecem vinculados administrativamente a outras localidades.
A COE Itaú/CONTEC reiterou a necessidade de garantir que esses trabalhadores possam se sindicalizar na base territorial onde efetivamente exercem suas atividades.
O banco informou que está realizando levantamento nacional para ajustar as lotações e corrigir eventuais inconsistências.
Registro de jornada por geolocalização
Também foram discutidas dúvidas levantadas por trabalhadores sobre o registro de ponto eletrônico via geolocalização, realizado por aplicativo.
Segundo o banco, a orientação é que o registro ocorra quando o trabalhador já estiver efetivamente no local de trabalho, evitando marcações durante o trajeto.
Dirigentes sindicais ressaltaram a importância de orientações claras para evitar possíveis problemas disciplinares.
Continuidade das negociações
Ao final da reunião, as partes destacaram a importância do diálogo permanente e acordaram a continuidade das negociações, especialmente sobre a renovação do acordo da CCP.
A CONTEC e a COE Itaú/CONTEC ressaltaram que seguirão atuando na defesa dos interesses dos trabalhadores do Itaú e no acompanhamento dos desdobramentos das negociações. (Fonte: ASCOM CONTEC)
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