Norte e Nordeste lideram crescimento com alta de 10,1% em cada região. Salário médio cai 0,5% e fecha o ano em R$ 4.434,38 (Por Luany Galdeano) - foto Paulinho Costa feebpr -
O Brasil registrou estoque de 59,9 milhões de empregos formais em 2025, aumento de 5% em comparação com o ano anterior. O número representa alta de 2,8 milhões de vínculos em relação a 2024.
A maior parte dos vínculos é de celetistas, que somam 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. O setor público teve uma variação superior ao mercado privado, com variação de 18,2% no setor municipal —a maior dentre entidades de diferentes naturezas jurídicas.
A remuneração, no entanto, caiu, com variação de -0,5%. Em 2025, o salário médio foi de R$ 4.434,38, redução de R$ 23 em comparação com o ano de 2024.
Por região, o crescimento foi maior no Norte e no Nordeste, com 3,8 milhões e 11,6 milhões de empregos em cada uma, respectivamente. O resultado representa um aumento de 10,1% no total de vínculos formais em ambas as regiões. Em números absolutos, o Sudeste continua sendo a maior região empregadora, com estoque de 28,4 milhões de vínculos formais —um aumento de 2,9% na comparação com 2024.
O Amapá foi o estado com maior variação de empregos, com aumento de 20,5% no total de vínculos formais em comparação com 2024. O estado é seguido pelo Piauí, alta de 13,2%, Alagoas, com 13% a mais, e Paraíba, com acréscimo de 12,9%.
Por setor, o aumento foi maior em serviços, com 2,4 milhões de vínculos, variação positiva de 7,2%. O setor é seguido pela construção civil, com aumento de 2,5%, comércio (1,7%) e agropecuária (1,6%). Todos registraram saldo positivo.
Os dados também revelam mudanças no parâmetro de contratação no serviço público. Em 2025, 26% do total de servidores foram contratados sob contratos com tempo determinado. Eles somam, ao todo, 3 milhões de empregados sem vínculo permanente.
A maioria, segundo a Rais, está em cargos de docência. São 1 milhão de professores de nível médio sob contratos temporários. (Fonte: Folha SP)
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