Centrais sindicais apoiam acordo para reduzir jornada a 40 horas e encerrar escala 6x1, com transição gradual e sem corte salarial
As centrais sindicais brasileiras saudaram o entendimento construído na Câmara dos Deputados sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1.
As entidades afirmaram que o acordo resulta de amplo processo democrático baseado na negociação institucional e no fortalecimento permanente do diálogo social.
As centrais reconheceram a atuação do governo federal, liderado pelo presidente Lula, ao priorizar a pauta trabalhista nas discussões nacionais recentes.
Também destacaram a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta, do relator Léo Prates e do deputado Alencar Santana nas negociações.
Segundo o entendimento apresentado, a proposta reduzirá imediatamente a jornada semanal para 42 horas, até sessenta dias após a promulgação da medida.
Posteriormente, a transição avançará durante doze meses até consolidar a jornada semanal de 40 horas, preservando salários e garantindo previsibilidade produtiva.
As entidades avaliaram que a proposta melhora condições de trabalho e oferece tempo adequado para que empresas reorganizem processos e adaptem atividades.
Além disso, as centrais defenderam que o fim da escala 6×1 representa avanço histórico alinhado às reivindicações construídas pelo movimento sindical brasileiro.
De acordo com as entidades, experiências internacionais mostram que jornadas racionalizadas fortalecem produtividade, impulsionam inovação e estimulam economias mais estáveis e sustentáveis.
As centrais reafirmaram mobilização permanente pela aprovação definitiva da proposta e defenderam crescimento econômico associado à qualidade de vida dos trabalhadores.
Confira a seguir a nota na íntegra:
Centrais Sindicais saúdam entendimento sobre redução da jornada
O entendimento construído no âmbito da Câmara dos Deputados em torno da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 é resultado de um amplo processo democrático de negociação institucional e diálogo social.
As Centrais Sindicais brasileiras reconhecem o espírito público demonstrado pelo Governo Federal, sob liderança do Presidente Lula que deu urgência e centralidade à pauta, e pelo Congresso na construção deste entendimento.
Merecem destaque a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a atuação do relator, Leo Prates, e o trabalho político desenvolvido pelo presidente da Comissão Especial, Alencar Santana, na busca de convergência em torno de uma pauta que fará diferença (para melhor) para a classe trabalhadora.
A proposta estabelece a redução imediata da jornada para 42 horas semanais, em até 60 dias após a promulgação da medida, seguida de uma transição de um ano até a consolidação da jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. Dessa forma, assegura às trabalhadoras e aos trabalhadores melhores condições de vida e de trabalho, ao mesmo tempo em que oferece aos setores econômicos um horizonte claro de adaptação e transição, compatível com a reorganização produtiva contemporânea.
A superação da escala 6×1 e a redução da jornada constituem, nesse sentido, um avanço civilizatório alinhado às expectativas históricas do movimento sindical brasileiro. A experiência internacional demonstra que sociedades que avançaram na racionalização das jornadas de trabalho e na distribuição social dos ganhos de produtividade conseguiram construir economias mais dinâmicas, inovadoras e estáveis.
As Centrais Sindicais permanecerão mobilizadas pela aprovação definitiva da proposta. A expectativa é de que o Brasil dê um passo decisivo na construção de uma sociedade mais equilibrada e humanizada, capaz de reconciliar crescimento econômico, produtividade e qualidade de vida para trabalhadoras e trabalhadores.
São Paulo, 25 de maio de 2026
- Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
- Miguel Torres, presidente da Força Sindical
- Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
- Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
- Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
- Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) (Fonte: Rádio Peão Brasil)