A dívida de cartão de crédito de um morador do Distrito Federal chegou a R$ 788 mil quatro anos após o início do débito com o Nubank. O valor original era de R$ 12,3 mil, registrado em janeiro de 2022. Com a cobrança de juros e encargos, a quantia aumentou cerca de 65 vezes, segundo o caso encaminhado à Secretaria do Consumidor do DF. (Por Francine Eustaquio) - foto divulgação -
A secretaria notificou o Nubank na última segunda-feira (25) e pediu explicações sobre as práticas adotadas na cobrança de juros, encargos financeiros, crédito rotativo e parcelamento de fatura. O órgão também questionou quais taxas são aplicadas atualmente no crédito rotativo do cartão e qual fórmula é usada para calcular os juros. Em 2026, o órgão recebeu 77 reclamações contra a instituição; em 2025, foram 211 registros.
“A dignidade do consumidor precisa estar acima de qualquer modelo de cobrança. Hoje é uma notificação, mas se a conduta não for corrigida, amanhã pode ser uma multa. A Secretaria está dando a oportunidade para que a instituição explique, comprove e ajuste suas práticas. Mas é preciso deixar claro: crédito não pode virar armadilha, dívida não pode significar perda de dignidade e nenhum consumidor pode ser esmagado por juros, encargos ou contratos que ele não consegue compreender”, afirmou o secretário do Consumidor, Samuel Konig.
O DCM recebeu, da equipe de comunicação do Nubank, a seguinte nota:
O Nubank está constantemente avaliando e buscando oferecer aos clientes com créditos em atraso alternativas para que possam regularizar sua situação financeira. As condições de renegociação, que podem incluir descontos e parcelamentos, variam de acordo com o perfil de cada cliente e podem ser consultadas diretamente no aplicativo ou por meio de nossos canais de atendimento e parceiros.
O Nubank reforça ainda que mantém iniciativas contínuas de educação financeira voltadas aos clientes, que vão desde conteúdos em canais próprios até funcionalidades educativas incorporadas aos produtos, sempre com foco em prevenção ao endividamento, inclusão financeira e segurança digital. (Fonte: DCM)
Notícias FEEB PR