Gladir representa Contec e UGT em evento com a Fenaban na 114ª Conferência da OIT, na Suíça




Gladir Basso com o diretor e negociador da Fenaban, Adauto Duarte

Em pauta estiveram o sistema financeiro e as mudanças tecnológicas e as plataformas digitais e suas consequências no setor

Ontem (11), em Genebra, na Suíça, onde está acontecendo a 114ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), principal fórum mundial de debate sobre as relações de trabalho, que começou dia 1 e prossegue até esta sexta-feira (12), as centrais sindicais brasileiras reuniram-se com o diretor Executivo de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Adauto de Oliveira Duarte.

Nesta reunião, o presidente da Federação dos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR), Gladir Basso, participou representando a Confederação (Contec) e a UGT (União Geral dos Trabalhadores). O ministro do Trabalho do Brasil, Luiz Marinho, também participou.
Nesse encontro, que foi agendado pela OIT com as centrais sindicais, estiveram em pauta o sistema financeiro e as mudanças tecnológicas e as plataformas digitais e suas consequências no setor, como o fechamento de agências e as demissões de bancários.

Durante o evento, o movimento sindical pontuou vários tópicos sobre as implicações das novas tecnologias, manutenção do emprego bancário e custeio sindical, conforme segue:

1. Novas tecnologias e impacto no emprego
- Ponto de partida: Reconhecemos que a digitalização é irreversível. Pix, Open Finance, IA e autoatendimento reduziram 50% dos postos em 10 anos.

- Nossa defesa: Tecnologia não pode significar demissão em massa. Queremos acordo sobre:
    1. Requalificação obrigatória: Banco que fecha agência tem que oferecer curso pago + realocação antes de desligar.
    2. Taxação da automação: Parte do ganho com IA/algoritmo deve financiar fundo de requalificação da categoria.
    3. Limite para terceirização de TI: Core bancário e atendimento não podem virar PJ. Precariza e tira bancário da CCT.

2. Manutenção de emprego e jornada
- Dados pra mesa: Bancos lucraram R$ 145 bi em 2025. Não existe crise que justifique cortes de Bancários.
   
- Home office com regras: Ajuda de custo integral, controle de jornada, direito à desconexão. Telemetria não pode virar assédio.
    1. Fechamento de agência: Só com negociação prévia e garantia de transferência sem perda salarial.
    2. Meta abusiva = adoecimento: Queremos gatilho na CCT pra rever metas quando o afastamento por saúde mental passar de 3%.

3. Custeio sindical e negociação
- Recado direto: Sem sindicato forte, não tem negociação. Fim do imposto sindical quebrou as entidades.

- O que defendemos:
    1. Contribuição negocial: Aprovada em assembleia, vale pra toda categoria. Quem usa o acordo, ajuda a custear. É justiça.
    2. Transparência: Sindicato se compromete a prestar contas do uso da contribuição direto na base.
    3. Bancos não podem retaliar: Precisamos de cláusula garantindo que banco não vai coagir bancário a se opor ao desconto.

CONCLUSÃO
Ao final da reunião, o movimento sindical pontuou à Fenaban que, "o setor que mais lucra no Brasil, o financeiro, não pode ser o que mais demite. Tecnologia tem que servir para reduzir jornada, não para aumentar desemprego. Queremos negociar inovação com responsabilidade social. Sindicato na mesa, emprego de pé, banco lucrando e bancário com saúde. Essa é a conta que fecha para todo mundo”. (Fotos: Divulgação)

Gladir com o ministro do TST, Augusto César Leite de Carvalho
Iara Freire e Gladir Basso com a ministra do TST, Delaide Alves Miranda Arantes

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