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26/06/2017

Sete ‘micos’ do giro internacional de Michel Temer na Europa

Sete ‘micos’ do giro internacional de Michel Temer na Europa 


Presidente da República retorna ao Brasil neste sábado das viagens à Rússia e à Noruega trazendo na bagagem uma coleção de gafes hilárias (Sergio Luis de Deus)
“Foi um sucesso absoluto.” Assim o presidente Michel Temer classificou a viagem internacional que fez para Rússia e Noruega nesta semana. Depois de cinco dias na Europa, o presidente Michel Temer embarcou de volta ao Brasil nesta sexta-feira (23).

Otimismos à parte, a verdade é que Temer traz na bagagem uma coleção de gafes, constrangimentos e “micos” históricos. Tudo isso enquanto a crise doméstica brasileira pega fogo, com derrota na tramitação do projeto da reforma trabalhista, o relatório parcial da Polícia Federal que o acusa de corrupção passiva e a iminente denúncia criminal que a Procuradoria-Geral da República deve fazer contra ele.

Temer e sua delegação decolaram de Oslo às 16h40 do horário local (11h40 de Brasília), com previsão de chegada a Brasília neste sábado (24). De bom mesmo, só o presente que recebeu do presidente russo Vladimir Putin: cartas do século 19 que o imperador Dom Pedro II enviou ao Czar da Rússia e que foram compradas por Putin nos Estados Unidos. Os documentos históricos serão enviados para o Museu Nacional.

República socialista? 
A coleção de gafes de Temer começou antes mesmo do embarque para a Rússia, na terça-feira (20). A assessoria da Presidência errou feio ao divulgar a agenda oficial da viagem internacional. No documento chamaram a Rússia de “República Socialista Federativa Soviética da Rússia”, nome do antigo país soviético, dissolvido em 1991. O correto hoje é Federação Russa. Na internet, alguns posts sugeriam ao governo russo que anunciasse a reunião de Putin com o presidente da “Terra de Santa Cruz”.

“Fora Temer” 
Ao chegar a Moscou, Temer foi recebido no aeroporto pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, um cargo considerado de segundo escalão. Até aí tudo bem. O pior viria no dia seguinte, quando o presidente brasileiro participou de uma solenidade para depositar flores no túmulo do soldado desconhecido. Um grito de “Fora, Temer” ecoou em meio ao silêncio que a cerimônia exigia. Provavelmente de um turista brasileiro.

Coquetel esvaziado 
Como é de praxe, a embaixada brasileira em Moscou organizou um coquetel de recepção a Michel Temer. Mas apenas metade das pessoas convidadas compareceu. Normalmente, nesse tipo de evento, conversar com a principal estrela da festa requer paciência. Mas, com Temer, foi o contrário: era ele quem se aproximava das rodinhas de conversa tentando se enturmar.Um dos presentes chegou a comentar que nunca viu um presidente da República tão desprestigiado.

Só a corrupção importa 
Já em Oslo, na quinta (22), Temer foi ao seu primeiro compromisso oficial na Noruega. A maioria dos jornalistas presentes eram brasileiros. Apenas um repórter local compareceu. E ele queria saber sobre... a corrupção no Brasil. Era para um artigo que preparava para um jornal econômico.

Sua majestade, o rei da Suécia 
Nesta sexta (23), Temer cometeu a lambança mais vergonhosa. Em pronunciamento ao lado da primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, o peemedebista cometeu ato falho ao se referir a encontro que teria com o rei da Noruega e parlamentares noruegueses. “Hoje, uma reunião com vossa excelência (Erna) e mais adiante com o Parlamento brasileiro e um pouco mais adiante com sua majestade, o rei da Suécia”, disse. No passado, os dois países já foram um só, mas a Noruega conseguiu sua independência da Suécia no longínquo ano de 1905.

Corrupto, eu? 
A primeira-ministra Erna Solberg comentou com Temer sobre o temor de seu país com a corrupção no Brasil. “Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza”, disse ela. Mal sabia a chanceler norueguesa que o recado atingia em cheio o mandatário brasileiro, alvo de uma denúncia por corrupção passiva que deve ser divulgada nos próximos dias pela Procuradoria-Geral da República.

Só por Deus 
Do lado de fora da residência oficial de Erna, um grupo de ambientalistas fez uma manifestação contra o governo brasileiro exibindo cartazes em que pediam respeito ao meio ambiente e criticavam a política ambiental e indígena do governo Temer. Na véspera do encontro, o governo norueguês já havia anunciado um corte pela metade das doações que faz para o fundo de preservação da Amazônia por insatisfação com o aumento do desmatamento da floresta. Indagado sobre o assunto, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que “só Deus” pode garantir que o desmatamento vai recuar no Brasil. (Fonte: Gazeta do Povo)