Seminário estadual da UGT debate o novo cenário trabalhista brasileiro

Gladir Basso, fala aos presentes durante abertura do Seminário
Representantes do movimento sindical bancário paranaense
Mais de 300 dirigentes sindicais e advogados trabalhistas do Paraná participaram do evento
Na abertura
do seminário, Gladir Basso disse que “a reforma trabalhista representa o maior retrocesso de toda a história para os trabalhadores, e atende a interesses internacionais. E com a queda da massa salarial no mercado, isso vai comprometer o desenvolvimento do País”.
Sobre a reforma da Previdência, Gladir afirmou que “vamos continuar lutando para que ela não seja apreciada pelo Congresso Nacional, porque na prática, se o governo quiser fazer uma reforma da Previdência, deve mexer exclusivamente nos privilégios dos três poderes, e não nos direitos dos trabalhadores brasileiros”.
A União Geral dos Trabalhadores do Paraná promoveu na quarta-feira (13/12),em Curitiba (PR), o Seminário Estadual “Nova Lei Trabalhista: e agora?”. O tema, tão importante para o meio sindical, atraiu a atenção de mais de 300 dirigentes sindicais, advogados, assessores jurídicos sindicais e contadores.
O seminário realizado pela UGT-PARANÁ teve a co-realização de cinco federações estaduais de trabalhadores: Fetracoop (Federação dos Trabalhadores em Cooperativas do Paraná); Fecep (Federação dos Empregados no Comércio do Paraná); Feeb-PR (Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná); Feaconspar (Federação dos Empregados em Asseio e Conservação do Paraná); e Fesmepar (Federação dos Servidores Públicos do Estado do Paraná).
“A UGT é a maior central sindical paranaense e a segunda no Brasil. A
integração das federações filiadas à central no Paraná se multiplica em todo país, mostrando o quanto estamos preparados para enfrentar os devaneios empresariais embutidos nas entrelinhas dessa nefasta Lei trabalhista”, alertou o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, ao abrir o evento.
Para o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, a UGT, está preparada para enfrentar os reveses da nova Lei trabalhista: “porém, ano que vem, iremos cobrar dos parlamentares a equidade em relação ao setor patronal, exigindo que a contribuição ao Sistema S, a exemplo da contribuição sindical, se torne facultativa, pois de nada adianta enfraquecer a representação laboral, em detrimento dos bilhões de reais que são distribuídos às confederações patronais”, adiantou Rossi.
Os palestrantes e os temas abordados refletem a preocupação da central com os desvios que a nova Lei trabalhista causará. Pela manhã a advogada, especialista em Direito Coletivo e assessoria jurídica sindical Cláudia Campas Braga Patah falou sobre “A reforma trabalhista e seus impactos na negociação coletiva de trabalho”; o chefe do Departamento de Relações do Trabalho da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho no Paraná, Luiz Fernando Fávaro Busnardo abordou as “Relações intersindicais com o MTE com a implantação da nova Lei trabalhista”.
No período da tarde a advogada e consultora trabalhista sindical e ex-secretária nacional de Relações do Trabalho do MT, Zilmara David de Alencar falou sobre “A face sindical da reforma trabalhista”. E para encerrar o seminário o desembargador do TRT/PR, Cássio Colombo Filho falou sobre os “Aspectos jurídicos da nova Lei trabalhista”. (Fonte: UGT-Pr com Feeb Pr)
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| Reginaldo Filus, Gladir Basso, Antonio Maciel e Edimilson Pala, do Sindicato de Cascavel, durante o seminário e Sindicatos filiados presentes ao evento |
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