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15/12/2017

Seminário estadual da UGT debate o novo cenário trabalhista brasileiro



Gladir Basso, fala aos presentes durante abertura do Seminário

Representantes do movimento sindical bancário paranaense

Mais de 300 dirigentes sindicais e advogados trabalhistas do Paraná participaram do evento

Na abertura do seminário, Gladir Basso disse que “a reforma trabalhista representa o maior retrocesso de toda a história para os trabalhadores, e atende a interesses internacionais. E com a queda da massa salarial no mercado, isso vai comprometer o desenvolvimento do País”.

Sobre a reforma da Previdência, Gladir afirmou que “vamos continuar lutando para que ela não seja apreciada pelo Congresso Nacional, porque na prática, se o governo quiser fazer uma reforma da Previdência, deve mexer exclusivamente nos privilégios dos três poderes, e não nos direitos dos trabalhadores brasileiros”.

A União Geral dos Trabalhadores do Paraná promoveu na quarta-feira (13/12),em Curitiba (PR), o Seminário Estadual “Nova Lei Trabalhista: e agora?”. O tema, tão importante para o meio sindical, atraiu a atenção de mais de 300 dirigentes sindicais, advogados, assessores jurídicos sindicais e contadores.

O seminário realizado pela UGT-PARANÁ teve a co-realização de cinco federações estaduais de trabalhadores: Fetracoop (Federação dos Trabalhadores em Cooperativas do Paraná); Fecep (Federação dos Empregados no Comércio do Paraná); Feeb-PR (Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná); Feaconspar (Federação dos Empregados em Asseio e Conservação do Paraná); e Fesmepar (Federação dos Servidores Públicos do Estado do Paraná).

“A UGT é a maior central sindical paranaense e a segunda no Brasil. A integração das federações filiadas à central no Paraná se multiplica em todo país, mostrando o quanto estamos preparados para enfrentar os devaneios empresariais embutidos nas entrelinhas dessa nefasta Lei trabalhista”, alertou o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, ao abrir o evento.

Para o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, a UGT, está preparada para enfrentar os reveses da nova Lei trabalhista: “porém, ano que vem, iremos cobrar dos parlamentares a equidade em relação ao setor patronal, exigindo que a contribuição ao Sistema S, a exemplo da contribuição sindical, se torne facultativa, pois de nada adianta enfraquecer a representação laboral, em detrimento dos bilhões de reais que são distribuídos às confederações patronais”, adiantou Rossi.

Os palestrantes e os temas abordados refletem a preocupação da central com os desvios que a nova Lei trabalhista causará. Pela manhã a advogada, especialista em Direito Coletivo e assessoria jurídica sindical Cláudia Campas Braga Patah falou sobre “A reforma trabalhista e seus impactos na negociação coletiva de trabalho”; o chefe do Departamento de Relações do Trabalho da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho no Paraná, Luiz Fernando Fávaro Busnardo abordou as “Relações intersindicais com o MTE com a implantação da nova Lei trabalhista”.

No período da tarde a advogada e consultora trabalhista sindical e ex-secretária nacional de Relações do Trabalho do MT, Zilmara David de Alencar falou sobre “A face sindical da reforma trabalhista”. E para encerrar o seminário o desembargador do TRT/PR, Cássio Colombo Filho falou sobre os “Aspectos jurídicos da nova Lei trabalhista”. (Fonte: UGT-Pr com Feeb Pr)


Gladir Basso com desembargador do TRT/PR Cássio Colombo


Gladir Basso com palestrante Cláudia Campas Braga Patah


Presidente do Sindicato dos Bancários de Foz do Iguaçu Arildo da Penha


Palestrante Dr. Zilmara David de Alencar

Reginaldo Filus, Gladir Basso, Antonio Maciel e Edimilson Pala, do Sindicato de Cascavel, durante o seminário e 

Sindicatos filiados presentes ao evento