REFORMA TRABALHISTA - Seminário reuniu mais de 300 dirigentes sindicais e advogados do Paraná
A UGT-PR (União Geral dos Trabalhadores do Paraná) promoveu na quarta-feira (13), em Curitiba, o Seminário Estadual “Nova Lei Trabalhista: e agora?”. O evento reuniu mais de 300 dirigentes sindicais, advogados, assessores jurídicos sindicais e contadores. O Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região esteve representado por seu presidente Gladir Basso (também presidente da Federação da classe no Paraná), pelos diretores Reginaldo Filus, Antonio Ribas Maciel Júnior e Edimilson Palma, e pelos advogados Adriana Doliwa Dias e Cláudio de Lara Júnior.
O seminário teve a co-realização de cinco federações estaduais de trabalhadores: Fetracoop (Federação dos Trabalhadores em Cooperativas do Paraná); Fecep (Federação dos Empregados no Comércio do Paraná); Feeb-PR (Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná); Feaconspar (Federação dos Empregados em Asseio e Conservação do Paraná); e Fesmepar (Federação dos Servidores Públicos do Estado do Paraná).
Na abertura do seminário, Gladir Basso disse que “a reforma trabalhista representa o maior retrocesso de toda a história para os trabalhadores, e atende a interesses internacionais. E com a queda da massa salarial no mercado, isso vai comprometer o desenvolvimento do País”.
Sobre a reforma da Previdência, Gladir afirmou que “vamos continuar lutando para que ela não seja apreciada pelo Congresso Nacional, porque na prática, se o governo quiser fazer uma reforma da Previdência, deve mexer exclusivamente nos privilégios dos três poderes, e não nos direitos dos trabalhadores brasileiros”.
“A UGT é a maior central sindical paranaense e a segunda no Brasil. A integração das federações filiadas à central no Paraná se multiplica em todo país, mostrando o quanto estamos preparados para enfrentar os devaneios empresariais embutidos nas entrelinhas dessa nefasta Lei trabalhista”, alertou o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, ao abrir o evento.
Para o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, a UGT está preparada para enfrentar os reveses da nova Lei trabalhista: “porém, ano que vem, iremos cobrar dos parlamentares a equidade em relação ao setor patronal, exigindo que a contribuição ao Sistema S, a exemplo da contribuição sindical, se torne facultativa, pois de nada adianta enfraquecer a representação laboral, em detrimento dos bilhões de reais que são distribuídos às confederações patronais”, adiantou Rossi.
Foto: Divulgação
Gladir Basso falou na abertura do evento.
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