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29/01/2018

REFORMA DA PREVIDÊNCIA - Seguridade Social, que inclui a Previdência, é superavitária, sustenta dirigente sindical

Gladir Basso, Carlos Moraes e a advogada Tatiana Dariva, durante o programa
(Fotos: Divulgação)


O presidente da Federação dos Bancários do Estado do Paraná e do Sindicato da classe de Cascavel e Região, Gladir Basso, e a advogada Tatiana Dariva, especialista na área previdenciária, do Departamento Jurídico do Sindicato, participaram do programa Bate Rebate, da CATVE, onde foram entrevistados pelo apresentador Carlos Moraes.

O tema focado foi a reforma da Previdência Social, que deverá ser votada pela Câmara dos Deputados em fevereiro. Na ocasião, Gladir citou alguns pontos que, segundo ele, justificam “por que somos contra a reforma da Previdência nos moldes propostos pelo Governo Temer”.

Neste sentido, afirmou que “a Seguridade Social, à qual faz parte a Previdência Social, é superavitária”. E completou que, de 2007 a 2015, o superávit variou entre R$ 75,98 bilhões e R$ 20 bilhões – esse menor resultado ocorreu justamente em 2015, momento mais crítico da conjuntura política nacional, com o avanço da crise internacional e da crise política brasileira, e a implementação do ajuste fiscal.

Esses três fatores juntos derrubaram a atividade econômica do País”. Ainda durante o programa, Gladir citou dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), que confirmam que nos últimos quatro anos a Seguridade Social foi superavitária, conforme segue: em 2012, superávit de R$ 82,7 bilhões; 2013, R$ 76,2 bilhões; em 2014, R$ 53,8 bilhões, e em 2015, superávit de R$ 23,9 bilhões.

MEDIDAS
Gladir Basso afirmou ainda sobre o tema que, ao invés da reforma nos moldes que está propondo, o governo deveria adotar as seguintes medidas como forma de fortalecer a Seguridade Solcial:

- Fim dos privilégios;
- Fim das desonerações fiscais;
- Combate às fraudes e sonegação;
- Formalização do trabalho e combate à precarização;
- Transparência e fiscalização do uso dos recursos públicos;
- Criação de Refis para a cobrança dos R$ 370 bilhões de dívidas ativas recuperáveis com a Previdência Social.



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