PT prega desobediência civil e quer partir para a briga para garantir candidatura de Lula
O PT e aliados prometem fazer uma rebelião no Brasil, promovendo a desobediência civil contra instituições que consideram antidemocráticas e vão partir para o confronto para garantir a candidatura de Lula à presidência (Fernando Martins) O PT e aliados prometem fazer uma “rebelião” no país, promover a “desobediência civil” contra instituições “antidemocráticas” e partir para o “confrontamento” com seus adversários nas ruas. Tudo para garantir que o ex-presidente Lula seja candidato ao Planalto. Dentro da estratégia do partido estão previstas greves, bloqueios de estradas e grandes mobilizações de massa contra o que chamam de continuidade do “golpe”. A nova estratégia do PT foi revelada n O encontro ocorreu um dia após o TRF-4 condenar Lula a 12 anos e um mês de prisão. Condenado na segunda instância da Lava Jato, Lula está inelegível e, em tese, terá sua candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. “Não cabe a nós [adotar] o comportamento de bombeiro” “Esse senhor aqui não tem nenhuma razão para respeitar a decisão [do TRF-4]”, disse Lula em pronunciamento no qual “aceitou” a convocação do PT para ser candidato. Os demais discursos seguiram, em geral, no mesmo tom de “partir para a briga” contra os “golpistas”. “Eles [o TRF-4 e seus supostos aliados] botaram fogo no país. Não cabe a nós [adotar] o comportamento de bombeiro”, disse o deputado federal Whadi Damous (PT-RJ). “O fascismo se enfrenta nas ruas.” Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE) defenderam que o enfrentamento se dará nas ruas. “Venham, que nós estamos preparados para lutar nas ruas. (...) Pra derrotar o golpe, tem de ter enfrentamento social, tem de ter mobilização popular”, disse Lindbergh. “A única maneira de barrar o golpe é se nós formos às ruas, se nós partirmos para uma desobediência civil”, afirmou Costa. Fundador da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim afirmou que “decisões inconstitucionais [do Judiciário] não merecem ser respeitadas”. Segundo ele, os juízes são “ilegítimos” porque não passaram pelo crivo do voto. “Não vamos obedecer à farsa de ontem [o resultado do julgamento do TRF-4]. (...) Não há outro caminho que não a rebelião e a desobediência civil.” (Fonte: Gazeta do Povo) |
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esta quinta-feira (25), durante reunião da cúpula do partido em São Paulo, nos discursos do próprio Lula e no de líderes da sigla e de integrantes de movimentos sociais aliados do partido.