Problemas com o banco? Dica n° 1: não procure o gerente; veja onde reclamar
Quem nunca teve problemas com o banco? Cobranças indevidas e falta de informações importantes sobre produtos são alguns dos exemplos mais comuns. (Danylo Martins) Na hora de reclamar, o primeiro cuidado é não procurar o gerente do próprio banco, diz o Idec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor). "Por mais bem-intencionado que seja, o gerente é pressionado a atingir metas", diz Ione Amorim, economista da entidade. A recomendação é acionar outros canais de atendimento. Veja o passo a passo para registrar suas queixas. 1. Ligue para o SAC O SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) deve ser o primeiro canal procurado na hora de reclamar. Por lei, todo banco precisa ter uma linha de telefone 0800, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. A ligação é gratuita de telefone fixo e celular. Todas as ligações são gravadas e ficam guardadas por até cinco anos. Ao registrar a reclamação no SAC, você receberá um número de protocolo. É fundamental guardá- lo, tanto para ter acesso a essa ligação no futuro como para dar prosseguimento à reclamação. Segundo Ione, o SAC do banco tem um prazo de cinco dias úteis para dar resposta ao consumidor. Por até cinco anos, o cliente pode pedir a gravação da conversa. Caso necessite juntar provas, entre em contato com o próprio 0800 e solicite a gravação da conversa. Veja os números do SAC dos principais bancos: 2. Busque a ouvidoria
Um erro, segundo Ione, é falar apenas com o SAC e usar as redes sociais para reclamar. Ione Amorim, do Idec Confira os números da ouvidoria dos principais bancos: Os canais internos dos bancos são regidos pela lei. Já as redes sociais têm apenas o papel de constranger o banco, mas não têm o caráter fiscalizatório. Ione Amorim, do Idec Confira os números da ouvidoria dos principais bancos: - Caixa Econômica Federal: 0800 725 7474 3. Registre queixa no Banco Central O BC não resolverá o seu problema, pois não pode atuar em casos específicos de consumidores. Mesmo assim, é importante denunciar, porque isso ajuda o BC a fiscalizar o sistema financeiro, segundo especialistas. Além disso, contribui para elaboração do ranking das instituições financeiras que mais recebem reclamações, divulgado mensalmente pelo BC. Só assim é possível mapear os problemas para aperfeiçoar o acompanhamento feito junto aos bancos e desenvolver ações que melhorem o relacionamento com os clientes. 4. Reclame no Procon de sua cidade No caso de São Paulo, além do telefone, o Procon oferece atendimento a distância. Basta entrar no link e escolher uma das opções: atendimento eletrônico, Facebook, Twitter ou caixa postal. "Ao reclamar, o Procon vai negociar com o banco, que tem até dez dias para dar a resposta ao cliente", diz Renata Reis, coordenadora do Procon-SP. Se o banco não responder nesse prazo, o órgão de defesa do consumidor abre um processo administrativo, que pode demorar 120 dias para chegar ao final. Se ganhar, o Procon pode multar o banco. O ideal, segundo os especialistas, é seguir os passos, ou seja, só depois de esgotadas as tentativas com o SAC e a ouvidoria, o próximo recurso é o Procon. 5. Recorra à Justiça Com as provas em mãos, procure o Juizado Especial Cível (antigo Juizado de Pequenas Causas), que aceita causas de até 20 salários mínimos (R$ 19.080). No Juizado Especial Federal, o limite é maior: até 60 salários mínimos (R$ 57.240). Para valores maiores, será preciso entrar com processo na Justiça comum. Nesse caso, é preciso procurar um advogado. (Fonte: UOL) |
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Ela deve ser o próximo passo, caso o SAC não tenha resolvido o problema em até cinco dias úteis. Ao ligar, lembre-se de ter em mãos o número de protocolo fornecido no SAC. A ouvidoria também fornece um protocolo e se compromete a dar uma solução ao problema em até dez dias úteis.