Com política de reajuste, botijão acumula alta de 48% em 4 meses
Com política de reajuste, botijão acumula alta de 48% em 4 meses O aumento vale apenas para o produto vendido em botijões de até 13 quilos, mais usado em residências. O preço do gás consumido principalmente por comércio e indústria, não foi alterado. Em nota, a Petrobras calcula que, se o repasse for integral, o preço para o consumidor poderá subir 5,1%, ou cerca de R$ 3,09 por botijão. Na semana encerrada no sábado (7 A Petrobras diz que o novo reajuste reflete a variação do preço do combustível no mercado internacional. Segundo a consultoria S&P Global Platts, a cotação europeia do propano –um dos elementos que compõem o GLP (gás liquefeito de petróleo)– atingiu no fim de setembro o maior valor em três anos e meio, impulsionada pela demanda na Ásia. A partir de 2005, por determinação do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), a estatal passou a praticar preços para os dois produtos. O objetivo, na época, era segurar o preço do botijão para controlar a inflação. O preço do gás vendido em botijões de 13 quilos chegou a ficar congelado por 12 anos, entre 2003 e 2015. Desde junho, a estatal vem ajustando o preço de acordo com variação da cotação internacional e do câmbio, com uma margem de 5%. No caso dos vasilhames maiores, a Petrobras inclui também o custo de importação. A área energética do governo, porém, defende o fim do subsídio ao produto destinado ao mercado residencial, com o argumento de que a prática de preços diferentes afasta investidores. Segundo estimativa do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), após o reajuste desta terça, o gás vendido em botijões menores custará 68,5% do preço destinado aos mercados comercial e residencial. O preço da gasolina, que também acompanha as cotações internacionais e vem tendo reajustes quase diários variou menos do que o preço do GLP. Nas bombas, segundo a ANP, o aumento é de 8,27% no período. Nas refinarias, a alta acumulada é de 5,76% desde a mudança na política de preços, no dia 4 de julho. (Fonte: Folha.com) |
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), o botijão custava, em média no país, R$ 62,21. Quatro meses antes, em 3 de junho, era vendido a R$ 57,01.