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18/07/2017

Brasil criou 9,8 mil vagas de emprego com carteira assinada em junho

Brasil criou 9,8 mil vagas de emprego com carteira assinada em junho

Foram criados 9.821 postos de trabalho em junho; resultado obtido no mês reflete a diferença entre 1.181.930 admissões e 1.172.109 desligamentos 

O Brasil registrou a criação de 9.821 vagas de empregos no mês de junho, o que representa variação positiva de 0,03% na comparação com maio. Foi a terceira expansão consecutiva e a quarta registrada este ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Ministério do Trabalho.

“Este resultado confirma, mais uma vez, a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho do Brasil”, comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Os números de junho refletem a diferença entre 1.181.930 admissões e 1.172.109 desligamentos. No acumulado do ano, o crescimento chega a 67.358 empregos criados, representando expansão de 0,18% em relação ao estoque de dezembro de 2016. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido de -531.765.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, o Caged ainda aponta uma redução de 749.060 postos de trabalho, mas na comparação entre o  saldo positivo de junho de 2017 (9.821 postos) com o mesmo mês do ano passado (-91.032 postos) e de 2015 (-11.199 postos), a recuperação do mercado de trabalho se mostra significativa.
“São números que nos dão a certeza de que, depois de dois anos de saldos negativos, o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento, com a abertura de novas vagas para os trabalhadores”, disse o ministro.
Por setor  
Dois setores foram responsáveis por impulsionar o saldo positivo de junho. A Agropecuária fechou o mês com 36.827 novos postos (+2,29%), repetindo o bom desempenho de maio, quando já havia registrado saldo positivo de 46.049 novos postos de trabalho. Mais uma vez, o cultivo de café foi o carro-chefe do crescimento, com 10.804 postos criados, principalmente em Minas Gerais.
Houve também destaque nos subsetores de atividades de apoio à agricultura , que teve 10.645 vagas abertas, com concentração em São Paulo; cultivo de laranja, que abriu 7.409 postos, também concentradas em São Paulo; e o cultivo de soja, que teve 2.480 novas vagas, principalmente no Mato Grosso.
Além disso, também se destacou a Administração Pública, que fechou o mês com a criação de 704 novas vagas de emprego (+0,08%). Os demais setores, no entanto, apresentaram redução: Construção civil, com -8.963 postos (-0,40%), Indústria de Transformação, com -7.887 postos (-0,11%), Serviços, com -7.273 postos (-0,04%), e Comércio, com  -2.747 postos (-0,03%).
Três subsetores se destacaram com saldos positivos na Indústria de Transformação. O número de contratações foi maior que o de desligamentos na indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com a criação de 3.772 postos (+0,20%); indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos, com mais 1.376 postos (+0,16%) e indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, que criou 735 postos (+0,08%). No setor de serviços, também houve criação de novas vagas no subsetor de serviços médicos, odontológicos e veterinários, que registrou 7.266 novos postos abertos.
Por região 
O Sudeste liderou a criação de vagas em junho, com 9.273 novos postos (+0,05%). O desempenho da região foi puxado por Minas Gerais, que teve saldo positivo de 15.445 postos, graças à expansão dos setores de Agropecuária (+17.161 postos) e Serviços (+901 postos).
Com a criação de 8.340 empregos (+0,26%), o Centro-Oeste também se destacou. Nesse caso, o saldo positivo foi impulsionado pelo Mato Grosso, com 5.779 vagas abertas, principalmente nos setores de Agropecuária (+2.614), Comércio (+1.070), Serviços (+761), Construção Civil (+757) e Indústria de Transformação (+531). Goiás também teve forte expansão, com 4.795 novos postos, refletindo o desempenho de Indústria de Transformação (+2.117), Serviços (+1.486) e Construção civil (+628). (Fonte: Brasil Econômico)