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21/07/2017

Bancos se queixam do excesso de leis regionais sobre segurança em agências

Bancos se queixam do excesso de leis regionais sobre segurança em agências

Os bancos têm que seguir, atualmente, 91 leis estaduais e municipais em questões de segurança nas agências, segundo levantamento do Itaú.  

Dessas, 76 são normas que exigem um vigilante 24h, precaução questionada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e por empresas do setor bancário.
"São leis ineficientes e que aumentam os custos. Todas as agências bancárias já têm um plano de segurança, que é aprovado pela Polícia Federal", afirma Leandro Vilain, diretor de negócios e operações da Febraban.
Em São Paulo, 19 municípios obrigam agências a manter um segurança à noite. No Rio Grande do Sul, são 25. "Nós gastamos R$ 9 bilhões por ano com 68 mil vigilantes. Não falta segurança", diz Vilain.
Há, no país, cinco leis obrigando a instalação de películas fumê nas janelas, oito determinando que os vidros sejam blindados e duas exigindo escaneamento corporal dos clientes, e 58 projetos de lei sobre os mesmos temas.
A Febraban afirma que vidros blindados não podem ser quebrados em caso de incêndio, criando a necessidade de uma saída extra, o que diminuiria a segurança. O vidro fumê, por sua vez, diminuiria a visibilidade.
Nenhuma das leis citadas se aplica à cidade de São Paulo. No Estado, Campinas, Sorocaba, Taubaté, Araraquara e Guarujá aderem às leis de vigilância 24h nas agências. (Fonte: Folha.com)