Acordo de plano econômico vai incluir ações individuais PIB do 3º trimestre
Após uma semana de negociação, bancos e poupadores resolveram a última pendência para assinar o acordo de indenização pelas perdas com planos econômicos dos anos 1980 e 1990: quem entrou com ação individual será coberto pelo acordo, e não apenas os com ação coletiva. (JULIO WIZIACK e MARIANA CARNEIRO) Com isso, o valor estimado a ser pago subiu de R$ 10 bilhões para R$ 12 bilhões. Os bancos resistiam pois queriam que somente os beneficiários de ações coletivas fossem contemplados –cerca de 1 milhão de ações. Os representantes dos poupadores insistiram em que também as ações individuais válidas fossem consideradas para o acordo que inclui os planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). Representantes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), da Febrapo (Frente Brasileira dos Poupadores) e do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) vão submeter os termos do acordo aos seus associados. Na sexta (8), devem voltar a se reunir na AGU (Advocacia-Geral da União) para assinar a minuta, se houver co Se essa etapa for superada, o acordo será levado aos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que têm processos referentes a planos: Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e Cármen Lúcia, presidente do tribunal. É possível que o assunto seja levado ao plenário para uma decisão colegiada. Se for aceito, as ações que tramitam na Justiça serão encerradas. PRÓXIMOS PASSOS Sobre o valor a ser pago incidirá um fator de correção que foi chamado de "multiplicador" e leva em consideração, por exemplo, juros de mora. O multiplicador vai variar de acordo com o plano econômico. Depois da correção do valor, haverá um desconto que também varia de acordo com o plano econômico. Os mais recentes terão desconto menor. A reportagem apurou que esse corte poderá chegar a 40%. Os bancos pediam um abatimento mínimo de 50%. Também foi definido um patamar para pagamentos à vista, mas ele não foi revelado. Acima desse patamar, o valor será pago em parcelas corrigidas pelo IPCA (índice oficial de inflação). Apesar de terem chegado a um consenso, os representantes envolvidos se comprometeram a não divulgar os termos finais até que a minuta do acordo seja assinada. Isso para evitar possíveis desgastes com o Supremo. Na semana passada, a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, afirmou que o acordo dará novo impulso à economia e vai resolver "um dos conflitos mais longos do nosso país". - ENTENDA O ACORDO O pagamento será integral? O valor será pago à vista? Já posso ir ao banco? Tenho processo contra o banco em tramitação. Devo desistir? Não concordo com os termos do acordo. Devo manter minha ação na Justiça? |
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