Privatização do BB, abertura da DTVM e de gestões da Previ animam mercadoLeandro 





(Por Leandro Mazzini)

O futuro presidente do Banco do Brasil terá muita resistência interna caso seja de fora dos quadros da instituição, garantem fontes ligadas ao banco. A praxe é que o controle seja de quem conhece a cultura do banco, seus meandros institucionais com braços no mercado e no Governo – em razão de ser uma corporação de capital misto.

É o que ocorreu nos últimos anos com duas das maiores instituições bancárias privadas do País, o Bradesco e Itaú, que tradicionalmente alçam à principal cadeira dos conselhos um executivo que fez carreira na empresa.

Na última segunda-feira, a Coluna a antecipou que o presidente Jair Bolsonaro buscava no mercado privado um nome para o BB. Ganhou força nos últimos dias o executivo André Brandão, do HSBC.

É o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem garimpa há dias nomes para o BB, desde a saída de Rubem Novaes. A ideia é nomear alguém sem amarras ou compromissos internos – seja com os acionistas ou empregados – para tocar a privatização do banco.

Como citamos, o BB é caixa pequeno na oferta. Os bancões e fundos internacionais estão de olho na quase trilhionária carteira de investimentos da BB DTVM – uma subsidiária do bancão que atua na oferta de títulos no mercado – e da Previ, a caixa previdenciária dos funcionários, com R$ 180 bilhões em ativos – dois braços importantes do BB. A  Previ não é do BB, mas dirigentes do banco têm  forte ingerência no conselho e a pedido de Guedes vão  levar a proposta de capitalizar parte das operações.

É provável que no plano de Guedes a DTVM, hoje de capital 100% estatal e que não atua como corretora, seja ofertada na Bolsa com abertura de capital, mas com o Governo mantendo o controle acionário. Assim será possível injetar alguns bilhões no Tesouro.

Em outra frente, o Governo pode oferecer na praça a bancos ou fundos com experiência a gestão de alguns ativos de setores variados controlados pela Previ, com boa taxa de performance. A conferir. (Fonte: Jornal de Brasília)

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