Definido calendário de negociações da campanha salarial 2020 para agosto





Na última sexta-feira (31) foi realizada, via virtual, a segunda reunião entre a Comissão de Negociação da Contec (Confederação Nacional dos Bancários) e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), quando foram discutidas as reivindicações dos bancários da campanha salarial 2020, para manter a Convenção Coletiva de Trabalho vigente e agregar outros temas relativos aos direitos e interesses dos trabalhadores.

Foram analisados, inicialmente, pontos de interesse dos bancários e suas entidades sindicais representativas, como garantia da data-base (1º de setembro) e outros temas. Ao final foi aprovado um calendário de negociações que prevê duas sessões de negociações por semana, em agosto, nas seguintes datas: 4, 6, 11, 13, 14, 18, 20, 21, 25, 26, 27 e 28, alternadamente, pela manhã e à tarde.

Desta reunião por videoconferência, o Paraná participou através do presidente da Federação dos Bancários do Estado (Feeb-PR) e do Sindicato de Cascavel, Gladir Basso, e também dos presidentes dos sindicatos de Maringá e Ponta Grossa, Claudecir de Oliveira Souza e Gilberto Lopez Leite, respectivamente. Os três integram o comando nacional de negociação.
   
REIVINDICAÇÕES
As principais reivindicações dos bancários, este ano, são as que seguem:
- Reajuste salarial com base no INPC do período 1 de setembro 2019 a 31 de agosto 2020, acrescido do ganho real de 5%, além de reajuste de 10% sobre os tíquete-refeição e cesta- alimentação e auxílio-creche.
- Tratamento adequado para os que estão trabalhando em regime de home office (trabalho em casa);
- Proteção da saúde e do emprego de todos contra o novo coronavirus (Covid-19);
- Manutenção dos empregos: garantir junto aos bancos que não haja demissões;
- Reajuste do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) pelo mesmo índice da campanha;
- Os bancos continuam pressionando os bancários no atendimento de metas extremamente abusivas e praticando o assédio moral, comprometendo a saúde dos bancários. Sobre esse tema, o movimento sindical cobra que os bancos cessem essas metas abusivas e o assédio moral;
- Defesa dos bancos públicos: desenvolver campanha junto à população e ao Congresso Nacional, no sentido de preservar os bancos públicos, a sua função social e o seu papel no desenvolvimento econômico;
- Manutenção de todas as cláusulas dos acordos do Banco do Brasil e da Caixa, e da convenção coletiva da Fenaban (bancos privados).

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