Coronavírus: bancários contaminados na Baixada Santista já são dezenas




Sindicato de Santos revela situação no Santander, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e CEF. A situação pode piorar com a flexibilização - Foto: Agência Brasil -

A Baixada Santista já possui dezenas de bancários contaminados pela Covid-19. A situação tomou grandes proporções depois da flexibilização dos protocolos de segurança adotados pelas instituições, o que estaria colocando clientes e trabalhadores em risco de contaminação dentro das agências. A informação é do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Segundo a entidade sindical, "com medidas frágeis e irresponsabilidade" no combate ao novo coronavírus, o banco Santander tornou-se porta de saída e foco da doença, que está atingindo bancários e pode alcançar os clientes. Só no Santander já são 22 trabalhadores contaminados. Mas há registros de grande quantidade no Itaú (nove casos); Bradesco (sete); Banco do Brasil (cinco) e Caixa Econômica Federal - (CEF), três casos.

Ainda conforme o Sindicato, os trabalhadores que têm sintomas somente são afastados depois de fazerem exames. O resultado demora, mas eles continuam trabalhando normalmente podendo contaminar clientes e colegas. As agências não fecham, mesmo com casos confirmados.

Falta de quarentena para os funcionários que tiveram contato com os colegas infectados; equipamentos de proteção para todos como máscaras, luvas, telas de proteção para os caixas e até álcool gel e sanitização das unidades e aparelhos de refrigeração, mesmo onde pessoas foram contaminadas, são outros problemas apontados pelo Sindicato.

VOLTA
A preocupação do Sindicato é ainda maior porque, a partir da próxima segunda-feira (1°), o banco espanhol afirma que irá voltar com horário normal, funcionários trabalhando integral e 100% das agências abertas, desrespeitando todas as medidas aconselhadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, a entidade sindical explica que o banco faz propaganda nos meios de comunicação da abertura de suas unidades para incitar os clientes a voltarem a se aglomerar. Como se já não fosse suficiente, de acordo com o dirigente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Fabiano Couto, o superintendente Regional Sul, que já foi contaminado e passou por quarentena, tem trabalhado em várias agências levando o pânico a sua equipe.

"As ameaças por metas impossíveis e a falta de trato com os funcionários são uma constante dentro das agências. Os bancários do Santander vivem um momento de terror. É a maior taxa de contaminação entre os bancos na região", afirma Couto.

O Sindicato pressiona para que os bancos voltem ao seus protocolos anteriores. Entre eles, afastar todos, proporcionar tratamento ao infectado e aos demais funcionários que tiveram contato com ele; fechar a agência para desinfecção e distribuir máscaras, álcool gel, telas de proteção para os caixas e teste para todos.

"Já notificamos a vigilâncias sanitárias de todas as prefeituras e o Ministério Público do Trabalho. Tendo em vista o risco ao qual a população usuária do serviço, bem como os próprios funcionários acabam expostos em virtude do enfraquecimento do protocolo pelo Santander", avisa Eneida Koury, presidente da entidade dos trabalhadores bancários.

O Sindicato denuncia em seus meios de comunicação, entra em contato com a imprensa e notifica prefeituras e vigilâncias sanitárias onde existem agências com casos e suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus. "Vamos notificar, agora, as câmaras municipais das cidades na Baixada", finaliza a dirigente do Sindicato.

Questionada sobre a situação apontada pelo Sindicato, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não se posicionou. (Fonte: Diário do Litoral)

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