Covid-19: Santander/Mongaguá tem seis funcionários afastados




A única agência do Santander, em Mongaguá, no litoral paulista, tem um total de 11 funcionários: seis foram afastados, sendo cinco com sintomas e um confirmado com novo coronavírus. “Infelizmente já são 16 bancários, do Santander, infectados na Baixada Santista”, afirma Fabiano Couto, diretor do Sindicato de Santos

Existe a falta crônica de funcionários, a cobrança de metas impossíveis e, agora, a preocupação mórbida de contrair a Covid-19 dentro das unidades, que não fecham, por conta do novo protocolo, conforme denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

“A pressão por metas continua intensa, com ameaças de demissão. Já havia falta de funcionários antes da pandemia e agora está impossível de se trabalhar com risco da própria vida. Já que mudaram o protocolo para pior e afrouxaram as medidas deixando os locais mais propensos à transmissão da Covid-19, dentro dos prédios do Santander”, alerta novamente o dirigente do Sindicato e bancário do Santander, Fabiano Couto.

A diretoria do Sindicato também vai notificar esta semana a prefeitura e vigilância sanitária de Mongaguá sobre o enfraquecimento no procedimento do banco espanhol ao combate da Covid-19.

“Já notificamos as prefeituras de Santos/SP, Guarujá/SP, São Vicente/SP e Praia Grande/SP, suas respectivas vigilâncias sanitárias e o Ministério Público do Trabalho”, avisa Eneida Koury, presidente da entidade dos trabalhadores bancários.

Tendo em vista o risco ao qual a população usuária do serviço, bem como os próprios funcionários acabam expostos em virtude da medida adotada pelo Santander.

Recorde
Mais de 1.000 mortes em 24h (de 18 até 19/5), mas Santander afrouxa protocolo !!!

Segundo o Ministério da Saúde, até terça-feira, 17.971 pessoas perderam a vida no País por complicações da covid-19 (nesta terça foram 1.179 registros nas últimas 24 horas, o maior relato até agora).

No total, oficialmente 271.628 pessoas já foram infectadas. Houve 17.408 novos registros em 24 horas.

E neste mês de maio, o banco afrouxou o protocolo praticado desde o início da pandemia no Brasil: antes afastavam todos, o bancário infectado para tratamento, os demais funcionários que tiveram contato com ele e fechava-se a agência para desinfecção.

“A partir do dia 4/5: o banco somente afasta quem comprove (através da telemedicina) que  tem sintomas fortes e depois é encaminhado a fazer exame para saber se contraiu a doença. Os demais continuam trabalhando normalmente e a unidade não é mais fechada para desinfecção segura. Todos continuam a trabalhar como se nada tivesse acontecido, para bater recordes de lucro ao banco”, avalia Couto. (Fonte: Seeb Santos SP)

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